
Uma mitra de clero é o tradicional e cerimonial chapéu usado por clérigos cristãos de alta patente—pense em bispos, abades e cardeais—em igrejas como a Católica Romana, Anglicana e algumas denominações Luteranas. A mitra é instantaneamente reconhecível: é um chapéu alto e dobrável com dois picos e duas tiras (chamadas de lappets) penduradas na parte de trás. A mitra não é apenas um chapéu—é um símbolo de autoridade, liderança espiritual e tradição secular.
O uso da mitra nas tradições cristãs começou em Roma por volta da metade do século X. Antes disso, a mitra não fazia parte do vestuário litúrgico—começou como uma cobertura de cabeça não litúrgica chamada camelaucum, usada pelo papa durante procissões solenes já no século VIII. Só no século X é que esta peça de cabeça passou de procissões ao ar livre para o serviço da igreja, evoluindo eventualmente para a mitra litúrgica que reconhecemos hoje.
Uso Inicial: O camelaucum, um capuz branco em forma de capacete, era usado pelos papas em procissões. Isto ainda não era a mitra, mas preparou o caminho para o seu desenvolvimento.
Mudança do Século X: Por volta de 900, os papas começaram a usar esta cobertura de cabeça durante os serviços da igreja, não apenas em procissões. Isto marca o verdadeiro início do uso da mitra na liturgia cristã.
Espalhamento pelo Ocidente: No século XI, a mitra começou a aparecer fora de Roma, sendo gradualmente adotada por outros bispos e clérigos de alta patente.
Reconhecimento Oficial: A primeira evidência escrita sólida vem do Papa Leão IX (1049–1054), que concedeu a mitra ao Arcebispo Eberhard de Trier como um sinal de autoridade eclesiástica.
Adoção Geral: No século XII, bispos de toda a Cristandade Ocidental usavam comumente a mitra, e o seu uso nas consagrações episcopais tornou-se prática padrão.
A mitra tornou-se um poderoso símbolo de autoridade e liderança espiritual na igreja. Ela distingue visualmente os bispos e outros clérigos de alta patente, representando o seu papel como pastores dos fiéis. Com o tempo, o design da mitra evoluiu, tornando-se mais alta e mais ornamentada, especialmente durante o período barroco.
O uso da mitra nas tradições cristãs começou em Roma no século X.
Evoluiu do camelaucum não litúrgico, usado pela primeira vez pelos papas em procissões.
Nos séculos XI e XII, a mitra espalhou-se por toda a Cristandade Ocidental e tornou-se um símbolo padrão do ofício episcopal.
O primeiro uso litúrgico documentado foi sob o Papa Leão IX no meio do século XI.
O design e a importância da mitra continuaram a desenvolver-se, tornando-se a peça icónica que reconhecemos hoje.
A mitra é mais do que um chapéu elegante. Na liturgia cristã, a mitra simboliza autoridade espiritual, sucessão apostólica e a presença do Espírito Santo. Quando um bispo usa a mitra, é um sinal público de que lhe foi confiada a liderança e a responsabilidade sobre o seu rebanho.
Vamos ser específicos. Aqui está o que a mitra representa na liturgia cristã:
Autoridade e Liderança: A mitra marca instantaneamente o portador como um bispo ou clérigo de alta patente. É um sinal visual de autoridade na hierarquia da igreja.
Sucessão Apostólica: A mitra conecta os bispos de hoje aos apóstolos, simbolizando uma linha ininterrupta de liderança espiritual.
Santidade e Dignidade: A forma e o design da mitra refletem a dignidade do ofício. Não se trata de ego—é sobre a sagrada confiança depositada no bispo.
O Espírito Santo: Muitos veem os dois picos da mitra como representando as “línguas de fogo” do Pentecostes, simbolizando o poder e a inspiração do Espírito Santo.
Ensinar e Pastorear: A mitra sinaliza o papel do bispo como professor e pastor, guiando os fiéis na verdade e no amor.
Testemunho Público: Quando um bispo coloca a mitra durante a Missa ou cerimónias especiais, é um lembrete visível do seu papel único.
Função Litúrgica: A mitra é usada em momentos-chave—procissões, bênçãos e leituras—destacando a participação ativa e a liderança do bispo.
Unidade e Tradição: A mitra liga a liturgia de hoje a séculos de adoração cristã, reforçando a unidade da Igreja ao longo do tempo e do espaço.
Dois Picos: Representando o Antigo e o Novo Testamento, sabedoria e conhecimento, ou a dupla natureza de Cristo.
Fitas: As duas tiras que pendem para trás simbolizam a Antiga e a Nova Lei, obediência e humildade.
Cores e Decorações: Ouro, branco e pedras preciosas refletem a glória e a beleza do serviço de Deus.
A mitra é crucial para bispos e clero de alta patente porque é o símbolo mais visível e distintivo da sua autoridade espiritual e liderança dentro da Igreja. Quando um bispo coloca a mitra, todos instantaneamente sabem quem está a liderar, ensinar e pastorear a congregação. É um emblema de ofício, um sinal de que o portador foi separado para um propósito sagrado.
Vamos analisar exatamente o que torna a mitra tão importante:
Autoridade e Ofício: A mitra é o distintivo único do ministério ordenado. Apenas bispos, cardeais e alguns abades têm o direito de usá-la, tornando-a um marcador claro de classificação e responsabilidade eclesiástica.
Liderança Espiritual: A mitra não se trata apenas de hierarquia—é um sinal de que o bispo tem a autoridade para ensinar, governar e santificar os fiéis. É uma declaração pública de confiança e liderança.
Significado Simbólico: A forma da mitra, com os seus dois picos, representa o Antigo e o Novo Testamento, lembrando os bispos do seu dever de manter e pregar a revelação completa da Palavra de Deus. As fitas (aquelas tiras que pendem para trás) simbolizam o espírito e a letra das Escrituras, chamando os bispos a equilibrar sabedoria e humildade.
Ligação à Tradição: A mitra liga os bispos de hoje a séculos de tradição cristã. É um sinal visível de sucessão apostólica, mostrando que o bispo se encontra numa linha ininterrupta de liderança espiritual que remonta aos primeiros dias da Igreja.
Papel Litúrgico: A mitra é usada durante momentos-chave da Missa e outras cerimónias. É removida durante as orações para mostrar humildade diante de Deus, mas é usada quando o bispo está a ensinar ou a abençoar o povo, destacando o seu papel único.
Significado Cerimonial: A mitra é abençoada e colocada na sua cabeça silenciosamente na ordenação de um bispo. Este momento decisivo marca as suas novas responsabilidades e consagração para servir o povo de Deus.
Identidade: A mitra torna fácil identificar o bispo em qualquer multidão. É um sinal visual para os fiéis, apontando para a pessoa encarregada de guiar, ensinar e cuidar da comunidade.
Unidade: Ao usar a mitra, os bispos unem-se visivelmente à Igreja global e às suas tradições, reforçando a continuidade da fé e da liderança ao longo das gerações.
Os materiais usados para fazer uma mitra são sobre luxo, durabilidade e impacto visual. Os tecidos mais comuns são seda, veludo, brocado, damasco e tecido de ouro. Estes materiais conferem à mitra o seu aspeto e sensação característicos, fazendo-a destacar-se em qualquer ambiente litúrgico.
Seda: A escolha preferida para muitas mitras, a seda oferece uma textura suave e uma aparência rica e elegante. A seda branca é especialmente popular para ocasiões solenes e certas épocas litúrgicas.
Veludo: Usado pela sua cor profunda e sensação luxuosa, o veludo acrescenta um sentido de gravidade e riqueza à mitra.
Brocado e Damasco: Estes tecidos estampados, muitas vezes com fios metálicos, são preferidos pelos seus designs intrincados e durabilidade. Brocado e damasco são comuns tanto em mitras cristãs ocidentais como orientais.
Tecido de Ouro: Para as celebrações mais solenes, as mitras são feitas de tecido laminado em ouro ou tecido de ouro, às vezes entrelaçado com prata.
Bordado: As mitras são frequentemente decoradas com trabalhos em ouro, sombreamento em seda e aplique. Artesãos habilidosos criam símbolos religiosos detalhados, cenas bíblicas e emblemas heráldicos, levando às vezes centenas de horas para terminar.
Piedras Preciosas e Pérolas: Na sua maioria, mitras ornamentadas, pedras preciosas, pérolas e até trabalhos em metal são adicionados, refletindo a dignidade e a importância do ofício.
Fitas: As tiras que pendem para trás são geralmente feitas do mesmo tecido que a mitra e podem ser forradas com seda vermelha ou decoradas para combinar com o design principal.
Materiais de Reforço: Para manter a sua forma alta e pontiaguda, a mitra contém frequentemente materiais de reforço como buckram ou suportes sintéticos modernos, escondidos entre o tecido exterior e o forro.
Forro: O interior da mitra é tipicamente forrado com tecido de alta qualidade para conforto e durabilidade.
Mitras Simples: Feitas de linho ou seda branca simples, com decoração mínima ou nenhuma e usadas para funerais, Quaresma e Sexta-feira Santa.
Mitras Aurifrigíatas: Elaboradas a partir de tecido dourado ou seda branca com bandas bordadas em ouro, prata ou coloridas, usadas para sacramentos e ocasiões especiais.
Mitras Pretiosas: As mais ornamentadas, utilizando tecido laminado em ouro ou prata, seda branca e lapelas de seda vermelha, frequentemente enriquecidas com pedras preciosas e bordados elaborados.
Simbolismo: A escolha do tecido e da decoração não se resume apenas à aparência. O ouro e a prata simbolizam pureza e glória, enquanto o branco representa santidade e celebração.
Tradição: O uso de materiais luxuosos honra a tradição secular e o papel sagrado da mitra na liturgia cristã.
Durabilidade: Materiais de alta qualidade garantem que a mitra dure anos de uso e mantenha a sua forma e beleza.
Três tipos principais de mitras são utilizados na liturgia cristã: a simplex, a auriphrygiata e a pretiosa. Cada tipo serve a um propósito único, é feito de materiais diferentes e é reservado para ocasiões específicas. Vamos explorar o que distingue cada uma.
O que é: A mitra simplex (às vezes chamada de mitra branca ou mitra de linho) é a forma mais básica e despojada.
Materiais: Feita de linho branco simples, seda ou damasco, sem decoração, exceto possivelmente um padrão tecido subtil. As tiras (os faixas que pendem na parte de trás) tradicionalmente terminam em franjas vermelhas.
Quando é usada: Utilizada em funerais, durante a Quaresma, na Sexta-feira Santa e por bispos concelebrantes na Missa; os Cardeais também usam uma mitra simplex na presença do Papa.
Por que é importante: A simplicidade reflete humildade e a solenidade da ocasião.
O que é: A mitra auriphrygiata é mais ornamentada do que a simplex, mas não é a mais elaborada.
Materiais: Feita de tecido de ouro simples ou seda branca entrelaçada com ouro. Apresenta faixas bordadas em ouro, prata ou coloridas, mas geralmente não possui joias ou enfeites pesados.
Quando é usada: Comumente utilizada para celebrar sacramentos e grandes procissões.
Por que é importante: O ouro e o bordado representam festividade e honra, tornando-a adequada para momentos litúrgicos alegres ou significativos.
O que é: A mitra pretiosa (ou preciosa) é o tipo mais elaborado e luxuoso.
Materiais: Elaborada a partir de tecido laminado em ouro ou prata, seda branca ou prata, e ricamente decorada com bordados elaborados em ouro ou prata, pedras preciosas, pérolas e, por vezes, metalurgia. As tiras são frequentemente forradas com seda vermelha.
Quando é usada: Reservada para as celebrações mais solenes, Missas principais em grandes festas (exceto durante a Quaresma) e outras ocasiões elevadas.
Por que é importante: O esplendor da mitra pretiosa reflete a glória e a solenidade das celebrações mais significativas da Igreja.
| Tipo | Materiais & Decoração | Uso Típico |
|---|---|---|
| Simplex | Linho/seda branca simples, sem decoração | Funerais, Quaresma, Sexta-feira Santa, concelebrantes |
| Auriphrygiata | Tecido de ouro/seda branca, faixas bordadas | Sacramentos, procissões |
| Pretiosa | Tecido de ouro/prata, joias, bordado rico | Festas solenes, Missas principais |
As mitras nas tradições cristãs ocidentais e orientais são mundos diferentes em estilo, simbolismo e quem as usa. Aqui está o que as distingue:
Forma e Estrutura: A mitra ocidental, utilizada nas igrejas católica romana, anglicana e algumas luteranas, é alta e pontiaguda com dois picos. É feita de dois painéis rígidos cosidos juntos, criando aquele clássico aspeto “dividido”.
Tiras: Duas tiras de tecido chamadas tiras pendem na parte de trás, simbolizando o Antigo e o Novo Testamento ou a letra e o espírito da lei.
Materiais e Decoração: As mitras ocidentais variam desde a simplex de linho branco simples até a pretiosa bordada em ouro, incrustada de joias. Muitas vezes são feitas de seda, damasco ou tecido de ouro, e decoradas com bordados, fio de ouro e, por vezes, pedras preciosas.
Quem as Usa: No Ocidente, as mitras são reservadas para bispos, abades, cardeais e prelados privilegiados. As regras são rigorosas—apenas aqueles com a classificação adequada podem usar uma.
Uso Litúrgico: A mitra é usada em momentos específicos durante a liturgia e retirada para orações, enfatizando a humildade diante de Deus.
Forma e Estrutura: A mitra oriental, utilizada nas igrejas ortodoxas e católicas orientais, é em forma de cúpula ou coroa—pense numa coroa real em vez de um chapéu pontiagudo. É geralmente mais arredondada e frequentemente adornada com uma pequena cruz.
Sem Tiras: Ao contrário da mitra ocidental, a versão oriental não tem tiras. Em vez disso, é frequentemente adornada com ícones ou imagens religiosas.
Materiais e Decoração: As mitras orientais são ricamente elaboradas a partir de tecido de ouro ou prata, veludo ou brocado, e fortemente decoradas com bordados, pérolas, pedras preciosas e ícones. O aspeto é régio, refletindo a ideia do bispo como líder espiritual e real.
Quem as Usa: No Oriente, a mitra pode ser usada por bispos, arquimandritas e, por vezes, até por sacerdotes que receberam honras especiais. As regras são mais amplas, e a mitra marca a dignidade eclesiástica.
Uso Litúrgico: A mitra oriental é usada durante a maior parte da liturgia, não apenas em momentos selecionados. É um sinal constante do ofício do bispo ou do sacerdote.
Forma: Ocidental = pontiaguda e dividida; Oriental = em cúpula e semelhante a uma coroa.
Decoração: Ambas são ornamentadas, mas as mitras orientais apresentam mais ícones e imagens religiosas.
Tiras: Apenas no Ocidente.
Quem as Usa: Mais rigoroso no Ocidente, mais amplo no Oriente.
Quando Usadas: Momentos selecionados no Ocidente, quase sempre no Oriente.
Tradição: As diferenças destacam a história e a teologia únicas de cada ramo do cristianismo.
Simbolismo: A mitra ocidental enfatiza o ensino e a autoridade; a mitra oriental destaca a realeza espiritual e o papel do bispo como ícone de Cristo.
Identidade: Cada mitra sinaliza instantaneamente não apenas o grau, mas também a tradição e o estilo litúrgico do portador.
Seda e Ouro: A maioria das mitras apresenta bordados elaborados, frequentemente utilizando fios de seda para cor e fios de ouro ou prata para brilho. Técnicas de pintura a agulha criam imagens detalhadas, às vezes representando santos, cenas bíblicas ou motivos simbólicos.
Símbolos Religiosos: Os desenhos bordados frequentemente contam uma história, como coroas, estrelas, anjos ou cenas da vida de Cristo ou da Virgem Maria. Cada detalhe é intencional, destinado a refletir verdades teológicas ou honrar uma festa ou santo particular.
Bandas (Aurifrisia): Ricas bandas bordadas, às vezes chamadas de aurifrisia, acrescentam estrutura e interesse visual, especialmente nos tipos de mitras auriphrygiata e pretiosa.
Pedras Preciosas: Mitras de alta patente, especialmente a pretiosa, são frequentemente adornadas com centenas de pedras preciosas e semi-preciosas—rubi, safira, esmeralda, e mais. Algumas mitras históricas pesavam vários quilos devido ao grande número de pedras.
As pérolas são um enfeite favorito, acrescentando um sentido de pureza e elegância. Mitras medievais e barrocas podiam apresentar centenas de pérolas em padrões intrincados.
Discos Metálicos e Filigrana: Pequenos discos de ouro ou prata, filigrana, e outros elementos de metal são às vezes adicionados para um luxo e brilho extra.
Mitras Orientais: Nas tradições cristãs orientais, as mitras são frequentemente decoradas com quatro ícones—tipicamente Cristo, a Theotokos (Virgem Maria), João Baptista, e a Cruz—anexados à coroa. Estes ícones são às vezes rodeados por joias e bordados, tornando a mitra um objeto litúrgico e devocional.
Mitras Ocidentais: Enquanto as mitras ocidentais se concentram mais em bordados e joias, elas também podem apresentar imagens pintadas ou bordadas de santos ou cenas bíblicas.
Laminação de Ouro e Prata: Algumas mitras utilizam tecido de ouro ou prata como material base, fazendo com que todo o chapéu brilhe e se destaque durante as cerimónias.
Penas: Raramente, mitras históricas eram decoradas com penas para um maior esplendor, embora isso seja menos comum hoje em dia.
Lappets: As duas bandas que pendem na parte de trás (lappets) são frequentemente decoradas para combinar com a mitra principal, às vezes com bordados, franjas, ou até mesmo joias adicionais.
Simbolismo: Cada elemento—bordado, joias, ícones—serve a um propósito simbólico, refletindo a glória de Deus, a dignidade do ofício, e a rica herança da liturgia cristã.
Tradição: Mitras ornamentadas são parte da linguagem visual da igreja, conectando as cerimónias de hoje com séculos de tradição sagrada.
Celebração: As mitras mais elaboradas são reservadas para as festas e cerimónias mais importantes, marcando visualmente a importância da ocasião.
Os bispos e certos membros do clero de alta patente usam a mitra em momentos-chave durante as cerimónias litúrgicas. O seu uso é altamente ritualizado, e compreender o padrão ajuda a apreciar o ritmo e o simbolismo da Missa.
Procissão de Entrada: O bispo usa a mitra ao entrar na igreja e processionar até ao altar.
Durante as Leituras (Exceto o Evangelho): A mitra é colocada antes do bispo se sentar para as leituras e permanece durante a proclamação das leituras do Antigo Testamento e da Epístola, mas é sempre removida para o Evangelho.
Homilia: O bispo usa a mitra enquanto entrega a homilia (sermão).
Administração dos Sacramentos: A mitra é usada durante a administração dos sacramentos dentro da Missa, como confirmações ou ordenações.
Recepção dos Dons: Durante a oferta, quando os dons são trazidos, o bispo coloca a mitra para os receber.
Bênção Final: A mitra é usada durante a bênção final no final da Missa.
Procissão de Despedida: O bispo usa a mitra enquanto processiona para fora da igreja no final da cerimónia.
Orações e o Evangelho: A mitra é sempre removida para as orações (a Coleta, Oração Eucarística, oração pós-Comunhão), durante a proclamação do Evangelho, e para as orações do povo.
Junto ao Altar: O bispo remove a mitra antes de se aproximar do altar para a Oração Eucarística e outras orações solenes.
Durante a Confissão e Intercessões: A mitra não é usada durante a confissão, intercessões, ou qualquer momento em que o bispo lidera a assembleia em oração.
Usada: Procissão de entrada
Removida: Junto ao altar, para as orações de abertura
Usada: Sentado para as leituras (exceto o Evangelho)
Removida: Para a leitura do Evangelho e orações
Usada: Homilia, recepção dos dons, bênçãos específicas
Removida: Antes da Oração Eucarística e em outras orações-chave
Usada: Bênção final e procissão de saída
O padrão não é aleatório—é profundamente simbólico. A mitra é usada para destacar os papéis de ensino, governação e santificação do bispo, e removida como um sinal de humildade e reverência durante momentos de oração. Este ritmo mantém o foco onde deve estar: em Deus durante a oração e no ofício do bispo durante as ações de liderança.
Caixas de Mitra Personalizadas: A forma mais comum e eficaz de armazenar uma mitra é numa caixa de mitra personalizada. Estas caixas são geralmente de lados rígidos, forradas com tecido macio, e moldadas para se ajustarem perfeitamente à mitra. Elas previnem esmagamento, dobragem, e exposição a pó ou humidade.
Materiais: As caixas são frequentemente feitas de couro, plástico resistente ou madeira, com interiores acolchoados para proteger o bordado, joias e tecidos delicados.
Tecidos Protetores: Antes de colocar a mitra na sua caixa, é frequentemente envolvida em um tecido macio e respirável—geralmente algodão ou seda—para evitar abrasão e manter a poeira afastada da superfície.
Proteção dos Lappets: Os lappets (as tiras que pendem na parte de trás) são às vezes envoltos separadamente ou planos para evitar vincos.
Temperatura e Humidade: As mitras são melhor armazenadas em um local fresco e seco, longe da luz solar direta, fontes de calor ou humidade. Isso protege a seda, o fio de ouro e as joias de desbotar, manchar ou deteriorar.
Evitar Pragas: As áreas de armazenamento são mantidas limpas e às vezes tratadas para evitar que traças ou insetos danifiquem o tecido.
Somente Mãos Limpas: Qualquer pessoa que manuseie uma mitra deve ter as mãos limpas ou usar luvas para evitar transferir óleos ou sujidade para o tecido e decorações.
Inspeção Regular: As mitras são verificadas quanto a desgaste, fios soltos ou danos. Conservadores profissionais de vestimentas tratam de quaisquer reparações.
Caixas de Viagem: Quando um bispo viaja, a mitra é transportada na sua caixa rígida, às vezes com acolchoamento extra ou uma caixa secundária para maior segurança. Isso é crucial para manter a mitra em condições impecáveis na estrada.
Preservação: As mitras são frequentemente obras de arte, com bordados, joias e trabalhos em ouro que não podem ser facilmente substituídos. O armazenamento adequado garante que durem por gerações.
Simbolismo: Uma mitra danificada ou suja compromete o seu papel como símbolo de autoridade e tradição sagrada.
Investimento: Muitas mitras são valiosas, tanto espiritualmente como materialmente. Proteger estas peças é uma boa gestão.
A mitra oriental seguiu um caminho diferente da ocidental. Enquanto a mitra ocidental se desenvolveu a partir do camelaucum romano para a forma alta e de dois picos descrita acima, a mitra oriental (ortodoxa e católica oriental) é abobadada ou em forma de coroa, recordando a coroa imperial bizantina de Constantinopla. Na Rússia, a mitra em forma de coroa tornou-se padrão para bispos e arqui-mandritas no século XVII, e hoje é frequentemente coroada com uma pequena cruz. A tiara papal, por sua vez, desenvolveu-se como um adereço cerimonial separado usado pelos papas, de modo que a mitra e a tiara representam duas linhas distintas de vestuário litúrgico.
A válvula mitral recebe o seu nome da mitra do bispo: as suas duas lâminas eram consideradas semelhantes aos dois picos do adereço do bispo. O nome mostra como a mitra está profundamente entrelaçada na linguagem e na anatomia europeias, muito tempo após as suas origens na liturgia de Roma.
Para uma visão rápida do papel da mitra, consulte o nosso guia: O que é uma Mitra e Quando um Bispo a Usa?
Na Igreja Católica, a mitra pertence aos mais altos graus do clero: o papa, cardeais, arcebispos e bispos, bem como abades de certos mosteiros. Um bispo usa-a em celebrações litúrgicas solenes — missa pontifical, ordenações, confirmações e procissões, onde a mitra acompanha a pluvial — enquanto o pequeno solidéu e o barrete quadrado servem para ocasiões menos solenes.
Porque a mitra marca o ofício de ensino e a autoridade espiritual do portador, acompanha sempre os mais altos graus da hierarquia — para uma análise mais próxima de como estes graus se relacionam, consulte o nosso guia: Um Monsenhor é Superior a um Bispo? Um novo bispo recebe a sua mitra na sua ordenação episcopal, juntamente com as outras vestimentas pontificais descritas no nosso artigo sobre vestimentas de ordenação.
As mitras são usadas além da Igreja Católica. Na Comunhão Anglicana, os bispos usam-nas em serviços litúrgicos — uma prática revivida no século XIX e agora comum em muitas províncias. Nas igrejas ortodoxas orientais e católicas orientais, a mitra é o adereço dos bispos; é fechada e em forma de coroa, frequentemente decorada com ícones e coroada com uma pequena cruz, e em algumas tradições (notavelmente a russa) também é concedida a arqui-mandritas e sacerdotes seniores como um sinal de honra. Embora as formas e costumes diferem, a mitra carrega o mesmo significado em todo o lado: marca o ofício de ensino e a autoridade espiritual do portador.
É miter ou mitre?
Ambas as grafias estão corretas. Mitre é a grafia britânica tradicional e a forma padrão na escrita litúrgica, enquanto miter é a grafia americana comum. Em contextos eclesiásticos, as duas palavras descrevem exatamente o mesmo adereço, portanto, mitre hat e miter hat significam a mesma coisa.
Como se chama o chapéu de um bispo?
O chapéu cerimonial de um bispo é chamado de mitra — o adereço alto e pontiagudo com dois picos e dois lappets usado em liturgias solenes. Em outras ocasiões, um bispo pode usar um solidéu (uma pequena capa de crânio) ou um barrete (um chapéu quadrado); consulte o nosso guia Vestimentas de Bispo: Solidéu, Cetro, Pálio e Cruz Pectoral, e a nossa coleção de barretes para o clero.
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